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terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Desenvolvimento do Teatro Contemporâneo



"A arte dramática é a capacidade de 
representar a vida do espirito humano, 
em público e em forma artística"
Constantin Stanislavski

O Marco Histórico Teatral


O teatro surgiu no século VI a.c. na Grécia Antiga que deu-se em manifestação do Deus Dionisio que foi o Deus do Vinho. A cada nova safra de uva eram feitas procissões que eram conhecidas como "Ditirambos" que teve com o decorrer do tempo os "Diretores do Coro" que de certa forma, organizavam essas procissões. Os participantes dessa festa cantavam, dançavam e apresentavam pequenas cenas para o Deus do Vinho relatando suas "aventuras urbanas". O evento reunia mais de 20 mil pessoas numa Arena na Grécia. E um dos primeiros "diretores de coro" foi Tespis, que era um ator grego que uma das suas artes era imitar e onde também desenvolveu a tragédia com o passar dos anos. Tespis desenvolveu o uso de máscaras humanas nas apresentações, pois pelo grande número de pessoas era impossível ouvir os relatos expostos pelos atores na Arena e através das máscaras, era possível perceber a reação sentimental da cena, mesmo se não estivessem ouvindo. O "Coro" como era chamado na época e que hoje chamamos de "Elenco', era composto por narradores de histórias, que intermediavam entre o ator e a platéia. Trazia histórias do personagem, pensamentos e sentimentos a tona, além da conclusão da cena. Em uma dessas apresentações, Tespis oficialmente se tornou o primeiro ator da história.

O teatro ou a Arte de Representar foi a forma que o homem encontrou para manifestar seus sentimentos de amor e ódio. Dentre os principais gêneros teatrais conhecidos, estão: a Tragédia (representado com cenas dramáticas e ao mesmo tempo líricas, acontecimentos ou catástrofes), a Comédia (tem o propósito de divertir e relatar acontecimentos cômicos), a Tragicomédia (mistura de drama, comédia, farsa e tragédia) e o Drama (baseia-se na maioria das vezes em conflitos sentimentais humanos relatado numa cena triste). Com o passar do tempo, o campo das Artes Cênicas cresceu. E os gêneros teatrais começaram a ter forma e conteúdo e outros gêneros foram surgindo: Ópera, Mímica, Monólogo, Stand-Up, Teatro de Fantoches, Teatro de Rua, Teatro de Sombras, Circo, dentre outros.

 










Teatro Brasileiro


 O teatro brasileiro teve a iniciação na catequização dos índios, onde aconteciam apresentações e rituais indígenas. As peças escritas tinham sempre um conceito didático e religioso com o objetivo de encontrar meios para traduzir a Crença Cristã para aquele povo. Isso aconteceu em 1564, século XVI,  os Jesuítas que vieram catequizar os índios, viram que a única forma de manter a cultura religiosa e a civilização, seria utilizar os meios da cultura indígena de canto e dança, a mais perfeita forma de ensinar e manter a paz.
O inicio do Teatro no Brasil portanto, foi de forma religiosa, assim como boa parte das manifestações culturais. Nessa época, Padre Anchieta escrevia textos de sua autoria para serem representados, porém, o objetivo era a catequese. Então a tragédia e comédia eram pouco representadas. Os autos bem como um fundo religioso, tinham na maioria das vezes personagens como Demônios, Deus, Imperadores e Santos. Os atores eram os índios que de forma amadora, se apresentavam nas Igrejas, nas Praças e Colégios.

 O teatro brasileiro criou forças no começo do Romantismo, no século XIX, 1838, impulsionado pelos autores românticos da época, como José de Alencar, Artur de Azevedo e Machado de Assis. Em 1880, escravos brasileiros libertados na Nigéria, fundaram a primeira companhia de Arte Dramática, a Brasilian Dramatic Company. Porém, foi só no ano de 1990 que o Teatro finalmente se consagrou. Enfrentou muitas lutas políticas para ter sua independência, inclusive sofreu muito com a Ditadura Militar. Entre 1937 e 1945, se não fosse a ideologia populista que se manteve ativa por meio do teatro, ele teria sido extinguido.

  Surgem as primeiras companhias teatrais, dentre elas o Teatro Estudante do Brasil em 1938 fundada por Pascoal Carlos Magno. A partir daí, vem surgindo novas companhias, novos atores e novas culturas. E o teatro passa a ser referência como cultura no Brasil tendo como base uma encenação moderna.

A Ditadura Militar em 1964, aumentam as dificuldades para os diretores e atores de artes cênicas. A censura faz com que muitos artistas abandonassem os palcos e mudar-se para outros países. O que restava era as gerações futuras manterem vivas as raízes teatrais já procriadas e dar um novo rumo ao novo teatro que vem surgindo. 



Teatro Contemporâneo


    O  que marcou o teatro contemporâneo  foi a estréia da Peça ‘Vestido de Noiva’ e também Macunaíma em 1978,e neste mesmo ano o fim do Ato Institucional n°5, fase em que o domínio de encenadores – criadores ganharam seu lugar .

   Nelson Rodrigues além de ser jornalista , escritor e dramaturgo foi uma peça muito importante para  a evolução do teatro, com a arquitetura cênica de Santa  Rosa  só produziu frutos imediatos ajudando  no campo de montagem , e isso  prolongou e consolidou varias criações de grupos cariocas  amadores e os comediantes. 
     A criação do  teatro brasileiro  de comédia (CTB) criado em  São Paulo no ano de 1948. Organizaram um concurso que envolvia diversos diretores europeus, italianos que na década de 50 assumiram  as rédeas  do conjunto como o teatro popular da arte. Em 1958  no Teatro de Arena de São Paulo foi lançado uma peça chamada : “Elas não usam black-tie”, de Gianfrancesco  Guarnieri  abrindo caminho para os jovens talentos, e foi um marco para nossa história. O  primeiro escritor brasileiro a ser reconhecido por seus trabalhos .
    
Com o fim  da Ditadura e do AI5, nossos ares melhoram podíamos nos expressar da forma  que  queríamos sem restrição ou medo de sermos punidos , isso ajudou muitas pessoas. Foram pegando amor,  mais gosto por essas profissão e se tornado mais intensas. As peças foram se aperfeiçoando  se tornando mais espontâneas mais reais a ponto de atingir a quem estivesse assistindo , uma mistura de sentimentos uma forma de expressão, um grito uma emoção , um suspiro de vida .



"1915"


A peça teatral dramática e impactante estreou em São Paulo na última terça-feira, 23 de Outubro.. Baseada no Genocídio Armênio, muitas pessoas desconhecem esta tragédia que aconteceu no 24 de abril no ano de 1915, era um Sábado de Aleluia (páscoa) onde mais de 600 armênios comemoravam, era situados no  Império Turco-otomano, atual Turquia e neste mesmo dia eles foram presos sob a acusação de conspiração e traição ao governo. E com a primeira Guerra Mundial incendiando o planeta, os turcos aliados aos alemães lutavam contra a tríplice emente. Formada pela Inglaterra, França e Rússia que acusaram os armênios de apoiar as tropas inimigas.
 A história se inicia. Os turcos enviaram todos os lideres públicos para Istambul onde todos foram torturados e mortos .Mais não parou por ai! Passaram a caçar todos os armênios: homens, mulheres e crianças  não se importavam com a idade, sexo, matavam sem dó nem piedade, alguns tentavam fugir mais morriam no meio do caminho de frio e fome. Foram mortos 1,5 milhôes de armênios, e essa década foi marcada com o nome de genocídio armênio. 

domingo, 2 de setembro de 2012

“O Desenvolvimento do Conceito de Cultura”


(Teoria baseada no conceito do livro "Cultura: Um conceito Antropológico" de Laraia, Roque de Barros).

 Tylor considera cultura como um fenômeno natural. E que a religião embute conceitos no individuo, que impossibilita-o de agir ou pensar de forma imparcial, pois já tem pré-conceitos formados. Mais do que preocupado com a diversidade cultural, Tylor a seu modo preocupou-se com a igualdade existente na humanidade, acreditando que a diversidade é resultado dos diferentes estágios no processo da evolução. O seu livro foi produzido nos anos em que a França sofria impacto da obra de Charles Darwin, "A Origem das Espécies" na linha do evolucionismo unilinear, nesta mesma época ocorre uma exploração dos estudiosos sobre o Desenvolvimento das Instituições Sociais, buscando no passado, explicações para os procedimentos sociais da atualidade.

Indo mais a fundo, Laraia expõe também conceitos de diversos antropólogos sobre o desenvolvimento da cultura. Tylor foi considerado o ‘pai’ do ‘difusionismo cultural’ porém, o fato de não aceitar a idéia de que a cultura possui uma “evolução multilinear” , trouxe a ele muitos desafetos e críticas. Quem mais criticou esta linha de raciocínio foi o antropólogo Franz Boas em sua obra “The Limitation of the Comparative Method of Anthropology”. 
A critica consistia no fato de Boas discordar da opinião de Tylor sobre a sugestão de funções da antropologia, ele defendia que a mesma poderia mensurar e esquematizar com precisão o “futuro” cultural dos povos menos desenvolvidos a este respeito com base nos povos mais desenvolvidos culturalmente, os europeus, por exemplo. Já Franz Boas, considerava como atribuições da antropologia traçar um comparativo entre as diferenças culturais dos povos, trabalhando com os dados obtidos para a compreensão dos diversos segmentos trilhados pela cultura em povos distintos, e não tendenciar estas diferenças apontando que uma está mais evoluída que a outra e que todas as menos evoluídas seguirão o caminho percorrido pela cultura considerada mais evoluída. Afinal, quais fatos podem assegurar que existem culturas mais evoluídas e que, com precisão, as menos evoluídas seguirão seu caminho?


Em outro ponto do capítulo, acerca das declarações de Alfred Kroeber sobre a cultura, Laraia diz que é necessário que o indivíduo, além de inteligência, tenha ao seu alcance meios que proporcione “descobrir suas habilidades e desenvolvê-las. Concordando com o ponto de vista do autor,  esses “materiais”, como expressa o autor, interferem na cultura do indivíduo, e o proporciona descobrir e aprimorar talentos ocultos, que em outra realidade, assim permaneceriam. 
O próprio Laraia exemplifica, citando Alberto Santos Dumont, que muito provavelmente não teria deixado como herança para a humanidade o avião, pois não teria tido acesso a todo o conhecimento e materiais necessários para a realização do feito em uma cidade de interior, onde não obteria fontes de conhecimento específicas como auxílio. Antes de encerrar o capítulo, o autor aborda um ponto muito interessante quando fala sobre a repressão dos instintos humanos pela cultura. Ele exemplifica com uma criança que segue seu instinto procurando pelo seio da mãe, ao longo do processo de crescimento essa criança desenvolve a capacidade de comunicação; essa capacidade o possibilita aprender e vivenciar a cultura na qual está inserida. Após esse processo de comunicação inicial, já na sua fase adulta, o indivíduo começa a se enquadrar no que Laraia chama de “padrões sociais”, e é a cultura é quem determina esses padrões, gera recalques e acordos sociais que levam o individuo a reprimir seus instintos e desejos para ser aceito na sociedade a qual está inserido. Desta forma, o autor conclui o assunto afirmando que “a comunicação é um processo cultural”, ou seja, o ato de se comunicar é uma manifestação cultural.

Concluímos que, por mais explorado que o conceito de desenvolvimento de cultura sejam sempre irá existir estudiosos, antropólogos com opiniões divergentes, portanto a efetiva definição desse conceito é uma particularidade.